segunda-feira, 21 de julho de 2014

A Flor da Morte

Em 1939, já nos Estados Unidos, Albert Einstein e Leo Szilard anunciaram uma possível obtenção dos nazistas numa arma que mudaria a história das guerras, nesse momento, a física evoluía para transformar o mundo e mostrar que o homem não conheci limites. Nesse contexto, surge um outro cientista que por arrependimento, inocência ou por omissão de um senso, ganha principal papel na criação do que podemos dizer "o fruto da morte", conhecido como Robert Oppenheimer, o próprio foi um tenaz pesquisador na construção da bomba de urânio. Em 1942, Oppenheimer se integrou ao projeto Manhattan, destinado a desenvolver a boma atômica. O laboratório de Los Alamos, sede secreta situada no Novo México, foi o local escolhido pelo próprio cientista onde também foi testada a primeira bomba essa feita de plutônio. 
Após alguns anos depois do fim da segunda grande guerra, Robert Oppenheimer pronunciou tais palavras demonstrando emoção...

"Sabíamos que o mundo não seria o mesmo. Algumas
pessoas riram, algumas pessoas choraram, a maioria das pessoas ficou em silêncio. 
Lembrei-me da frase do texto sagrado hindu, o Bhagavad-Gita. Vishnu está tentando persuadir o príncipe que ele deveria fazer o
seu dever, e para impressioná-lo, assume sua forma
multi-armada, e diz: 'Agora eu me tornei a Morte, o
destruidor de mundos." Acho que todos nós pensamos
isso, de uma maneira ou de outra".




Depois da guerra, um dos principais contribuidores da bomba, lutara com fervor contra a construção dessa arma devastadora, a consequência foi a perda dos cargos que tinha no país, alegavam que era devido a sua antiga afinidade com o comunismo o qual fez parte, foi escanteado e proibido de ter acesso a segredos do Estado. Dedicou o resto de sua vida a reflexão dos problemas surgidos entre a relação entre a ciência e a sociedade. Morreu de câncer aos 62 anos.









Conta-se que ele não conseguiu se recuperar psicologicamente do desprazer do que ajudou a criar, o certo é que o homem quanto mais 
busca a vida, mais demonstra curiosidade com para a morte.




"E desabrocha a mais bela sobre o éden, com todo o seu ardor onipotente, seu cheiro é irresistível, sua visão inesquecível, é a mais linda, é a flor da morte".


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