segunda-feira, 8 de abril de 2013

3 Horas da Manhã...

Então eu acordo às 3 horas da manhã, e com aquela dor de cabeça pego-me pensando naquilo que todos dizem quando os excessos não parecem ser de mais, nesse momento penso - se é pra mentir, calo-me e ouço o silêncio, e pedindo licença quero citar uma trecho da obra da magnífica Clarice Lispector  digo "ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa." 

Perco tempo, tenho o tempo, eu quero-lhe abraçar-te proveitosamente de boa causa, mas o mal está a me rodear e sou tão fraco, pobre de mim. À quem dera esse mal fosse tão bom quanto parece ser. Serei eu um iludido perdido e sem juízo? Onde está o meu se só procuro o perigo, sinto falta dos amigos, e caço o que não está escondido. 

O que ser pior que se alto excluir? Abusar do corpo é ruir, matar a dor causando dor poupe! Pare com isso, pra onde vais e onde chegarás? É teu objetivo ser um nada? E o que somos se não um nada, um boneco de barro com prazo de validade, o pó que veio do pó, mas o que importa é a alma, a essência do ser. 

Nem tudo é matéria, existem coisas que não se pode pegar, tocar, como minha busca e a de todos por ser feliz, pois todos procuramos a tal da felicidade, você anda longe em! Levar-te nas mãos seria fácil de mais, por isso é tão sondada, a se fosse assim. Mais diga-me, como encontrar o que não se pode ver, pegar o que não se cata nas mãos, buscar o que não se pode farejar? Só sentir, missão difícil mas não impossível.

Eu me sinto débil, sei que sou, mas meu anelo por te encontrar é bem maior do que as águas do mar. Carente por de mais, falo sozinho mas sei que me escutas, sempre ouves, e quero pedir licença mais uma vez para incluir em minhas humildes e singelas palavras uma pequena estrofe da musica cantada pelo o grande Renato Russo que diz assim "... Quero que saibas que me lembro, queria até que pudesses me ver, és parte ainda do que me faz forte e, pra ser honesto, só um pouquinho infeliz..." 

O dia está desabrochando e minhas palavras já estão no fim, beberei água para ceifar essa ressaca e usando  a definição da palavra carente; aquele que não tem posses, que não tem nada. Dou um término ao meu falatório e me recolho para dormir, ou acordar...

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