terça-feira, 7 de maio de 2013

Dias amargos, e só solidão.

E chega um tempo que nós achamos que nossa vida vai bem, ai aparece alguém nunca visto antes e muda nossa vida por inteiro, e os momentos parecem até serem sonhos de tão lindos, a ligação é tanta que parece até que sempre se conheceram, mas o mundo dá voltas, e o destino separa as pessoas. 

A vida muda constantemente, e algumas pessoas sempre estão conosco, mas não nos causam grandes emoções, e tem outras que aparecem do nada para nos dar um susto e nos mostrar que a vida é feita de surpresas. Mas as vezes essas grandes pessoas se vão, e deixam um vazio em nosso peito. Como uma explosão sem pedir permissão nos acertam e abalam as estruturas da emoção, e de repente o abalo se vai e a calmaria retoma o ambiente. É como um lápis à escrever uma história e no meio do discurso outro aparece e interrompe o trajeto do primeiro, e após duas linhas escritas, com ideias diferentes o lápis para, e da a vez ao iniciante, e se vai sem prometer retorno.

Nesse momento eu penso por quê? Por quê? Não entendo. E depois que a pessoa se vai, fica aquele pensamento que os próximos passos serão amargos sem aquelas palavras jogadas ao vento, horas e horas de conversação que se tornaram os mais belos momentos perdidos. 

As conversas não existem mais, os olhos já não se cruzam sorridentes, só se sente o amargo na boca, e a vida nos ensina a continuar, mas eu sei que nunca iremos esquecer dos poucos segundos de silêncio que passávamos quando só os olhos falavam o que a boca não podia dizer. Outros sabores podem até passar pela boca, mas aquele gosto doce será sempre único, quem sabe o mundo gire novamente e a vida tenha de volta aquele gostinho inconfundível, enquanto isso não ocorre, fica a lembrança daquele olhar em silêncio.

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